05/09/2011
Primo Menegalli inaugura no MT sistema modelo de confinamento de gado
Engana-se quem imagina que o setor voltado a atividades do campo pareça não necessitar de altas tecnologias. As inovações são sim imprescindíveis, ainda mais num país industrializado, mas que também lidera um dos primeiros lugares em produção agrícola e pecuária. Segundo dados 2011 da Organização Mundial de Comércio (OMC), o Brasil ocupa a terceira posição como maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Européia.
Em virtude dos números expressivos e do abastecimento interno considerável, cuja nação tem os melhores solos de cultivo, o empresário e pecuarista Primo Menegalli buscou aprimoramento nas mais famosas empresas pecuaristas do mundo, localizadas nos EUA, trazendo deste a base para investimentos nos seus negócios na Fazenda Primo I em Barra do Bugres – MT, marcando esta sexta-feira (2 de setembro) com a inauguração do Sistema de Confinamento de gado da raça “Nelore”, o qual foi planejado durante dois anos no intuito de aliar o valor nutritivo com aumento da produção e por consequência, colaborando com o crescimento do mercado brasileiro e a passagem dele ao topo da exportação.
O sistema de criação de bovinos em confinamento consiste em acomodar os animais em lotes fechados em piquetes ou currais com área restrita e específica para engorda, recebendo nos cochos de 4 a 6 vezes por dia, alimentos com alto valor nutritivo e água.
Enquanto no sistema convencional de pasto, iriam, por ano, duas mil cabeças ao frigorífico, pelo sistema de ‘recria e engorda’ pode chegar a dez mil, através da capacidade estática desta produção que acomoda muitos animais ao mesmo tempo, e em repouso, o gado tem maior qualidade de acabamento da carcaça, deixando a carne mais macia e visualmente melhor e, além disso, num curto prazo que antecede o abate, no máximo 100 dias, dependendo do peso dos bovinos na entrada para o confinamento.
O projeto na Fazenda Primo I está concentrado numa área de de 3,9 mil hectares e recebeu investimentos de cerca de R$ 3 milhões para a construção de 32 currais com capacidade para até 133 animais cada um, totalizando 4 mil cabeças para o processo de terminação. A partir do que viu nos outros países, o empresário procurou ajuda de um profissional especializado para adequar o modelo na sua propriedade, a qual de acordo com João Destro, administrador da fazenda, serve como modelo para a pecuária brasileira. “A estrutura é altamente tecnificada e o sistema não fica devendo nada a outros países em termos de tecnologia”, observa.
Outras vantagens, segundo Destro, justificam o alto custo do investimento, pois é uma nova proposta a fim de aumentar o desfrute da propriedade, visto que é o período de entressafra, de abril a outubro, quando ocorre a seca, evitando assim uma maior degradação do pasto enquanto ele já se encontra escasso. Ao retornar as chuvas, a fazenda adotará o sistema extensivo, isto é, o gado permanecerá no pasto.
Para conhecer e registrar a inauguração de mais um empreendimento do investidor Primo Menegalli, uma comitiva do Grupo Menegalli de Araranguá viajou ao Mato Grosso para acompanhar e prestigiar a abertura das instalações desse novo projeto, o qual terá ampla programação durante toda sexta-feira na fazenda, iniciando com café da manhã, palestras, visitação ao confinamento e almoço típico. São as novas apostas de Primo Menegalli para o setor pecuarista do Brasil.